M.L. Pontes - Algoritmos Sagrados: Almas Seladas

Título original: #1 Algoritmos Sagrados: Almas Seladas 
Autor: M.L. Pontes
Editora: Modo Editora
Páginas: 225
Ano: 2012
ISBN: 9788565588232


No ano de 1992, no dia 29 de fevereiro, duas crianças predestinadas nascem: Layla e Victor. Layla passa por todo tipo de sofrimento, pessoas queridas morrem em acidentes bizarros e, a cada morte, uma nova cicatriz aparece em seu corpo. Victor ao contrário, tem uma vida perfeita, um garoto que nasceu incapaz de sofrer. Victor e Layla se encontram e se apaixonam, um amor sem limites. O romance tinha um destino certo, à felicidade, mas eles não sabiam que eram peças de um complexo jogo entre o bem e o mal chamado: Algoritmos Sagrados.




Comprei o primeiro e segundo volume da saga Algoritmos Sagrados direto com o autor, numa promoção que ele realizou este mês lá no skoob, fiquei muito feliz porque M.L. Pontes é super atencioso e gentil, os dois livros vieram autografados e chegaram bem rapidinho.
Agora que já sabem como adquirir o exemplar, vou falar um pouquinho do que gostei e do que não gostei, como sempre. =)




Primeiro, quero ressaltar que apesar de só levar 3 xícaras, fiquei muito satisfeita com o livro, é o primeiro autor brasileiro atual que leio, então fiquei empolgada para ler o trabalho dos seus contemporâneos.

Continuando,


O livro tem uma leitura fácil, é bem descrito. O autor tem a preocupação a todo instante de esclarecer quaisquer dúvidas que o leitor possa vir a ter.

Eu gostei muito da ideia da história, toda a referência aos Maia, a numerologia, a probabilidade, ao Karma, ou seja esse acervo cultural vasto me deixou bem feliz, porque apesar do romance ter grande importância, não fica chato pela estória por trás dos protagonistas.

Vou ressaltar que gostei muito desse questionamento do 'acaso', das coincidências que nós mesmos vivenciamos, mas que de alguma forma parecem ter sido traçadas, encaminhadas desde sempre. Com Layla e Victor isso é tão bem enlaçado que um constrói o outro, uma história depende da outra e as duas encaixam-se em perfeita simetria. Todo esse jogo foi uma estrutura forte para aguentar a correria seguinte.

O romance entre as personagens, embora prematuro - na minha opinião - cria cenas que o fazem querer avançar mais e mais na história, inclusive o fim é bem: Ah Meu Deus, vou morrer do coração! 

Mudando de assunto para não soltar um spoiler...

O interessante de se ler uma literatura que se passa em seu país é a familiaridade que ela ganha, a descrição das paisagens em lugares nos quais já esteve ou ouve falar constantemente, achei isso legal porque cria para o leitor um  'zona de conforto', mas isso vai de cada um.

E por que só três xícaras?

Sinceramente, achei alguns errinhos básicos de informação, que vou até ver com o NoIdeas e com o Vitorino se minha interpretação foi certa ou não. Só adiando que esses erros são matemáticos, e não influenciam diretamente o decorrer da história.

Achei os personagens mecânicos, tenho achado isso de muitas obras atualmente, acho eles pouco fluídos, embora goste do jogo de relacionamentos entre personagens, em primeiro ou segundo plano, acho tudo muito cru, as falas são formais demais, elaboradas demais, e isso me incomodou um pouco.

Terceiro, os personagens são estereotipados, embora se encaixem bem com seus esteriótipos isso é chato, eles não são versáteis, são aquilo e pronto, unindo isso a situações inusitadas - sem ser as já previstas por toda um pré destinação, profecia e mistério - como verão quando os amantes se conhecem.

Só uma observação, achei Layla e Victor um pouco jovens demais, estilo Romeu e Julieta, sempre intensos e insensatos demais para a idade, só uma preocupação estilo tia. Usei estilo demais.

Então é isso. Só frisando que temos valorizado muito autores estrangeiros quando  muitos tem surgido no nosso país com obas de temas diversos satisfazendo a todos tipos de leitores. =)
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Abraços.

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