Sally Green - Half Bad

Título Original: Half Bad
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575590
Ano: 2014
Páginas: 304
Tradução: Edmundo Barreiros


“O romance de estreia de Sally Green é o primeiro de uma tocante e assustadora trilogia que derruba as barreiras do que acreditamos serem o bem e o mal.” 

Booklist

Nathan, filho de uma bruxa da Luz com o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras. O adolescente vive com a avó e os meios-irmãos e é visto como uma aberração por seus pares. O Conselho dos Bruxos da Luz vê nele uma ameaça, que precisa ser domada ou exterminada. Prestes a completar dezessete anos – época em que todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom é finalmente revelado bem, como sua denominação como bruxo da Luz ou das Sombras –, agora Nathan terá que correr contra o tempo para achar o pai, que jamais teve oportunidade de conhecer, e salvar a própria pele.

"O truque é não se importar. Não se importar com a dor, não se importar com nada."


Half Bad, que poderia ser traduzido como 'meio mau' trata-se da história de Nathan, um brux - todos os bruxos menores de 17 anos são chamados assim - meio sangue, filho que um famoso bruxo das sombras - Marcus Edge - e de uma bruxa da luz. 
O livro é dividido em seis partes, iniciado-se com Nathan narrando sobre sua prisão e a rotina que tem no enclausuramento, a partir da segunda parte o protagonista explica como foi parar na jaula, e a história assume uma  linha temporal linear, então acompanhamos Nathan da infância até seus dezessete anos.



Este é o primeiro livro da trilogia Half Life, e posso dizer que aguardo ansiosamente pelos próximos dois títulos:
#2 Half Wild
#3 Sem título definido
Ambos sem previsão de lançamento.

"Penso em Arram, em Annalise, nas viagens a Gales, em correr, em cada respiração; cada respiração tem que ser importante, preciosa, valiosa."

Não é segredo pra ninguém que gosto muito de livros que envolvam magia, mas os últimos que li - bruxos e bruxas / O Dom - eu simplesmente detestei! Já com Half Bad ele foi aos poucos conquistando espaço na "lista do joinha". 
Não é um livro impressionante, inovador ou agitado... Pensando bem este é um livro calmo, com uma mistura de clichês e uma luta em busca do seu próprio eu.

...

Mesmo assim, o livro de estréia de Sally Green chega com passagens que fazem o leitor prender a respiração, e em algumas vezes ter vontade de adentrar as páginas e gritar: PARA, não faça isso! Além disso a leitura é direta e agradável, sempre existe algo para ser descoberto e existe tempo para as informações serem assimiladas.

"Ali estão dois garotos sentados juntos, espremidos entre os braços da velha poltrona. Você é o da esquerda. "

A narração ajuda a envolver o leitor ao livro, que é narrado em primeira pessoa, sob o olhar de Nathan. E saibam que o garoto não é simpático e em momento algum demonstra interesse em ser, mas é cativante, assim como sua história. 
Uma observação geral sobre o livro é que tudo fica centrado nos objetivos pessoais de Nathan, e o todo acaba se perdendo. Acho que essa situação deve mudar no segundo volume, que tem obrigação expandir a obra e a visão de Nathan.


Obs. Confesso que li o livro pela capa. #envergonhada

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