Paula Pimenta - Princesa Adormecida

Título Original: Princesa Adormecida
Editora: Galera Record
ISBN: 978-85-01-03420-5
Ano: 2014
Páginas: 192
Tradução: Livro Nacional

Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...



É o primeiro livro da Paula Pimenta que leio e como só vejo excelentes críticas sobre seus livros criei uma tremenda expectativa mas, não foi isso tudo. 
Gostei da ideia que ela teve de trazer o conto da Bela Adormecida para os tempos atuais,  com a proposta de um remake, mas não gostei de como ficou o desenrolar da história, que é alienada, forçado e frustrante.




Quanto mais lia a história mais descrente eu ficava em relação ao que estava escrito. Não dava para acreditar naquilo, muito menos no rumo em que estava tomando!
Áurea continua sendo a princesa ingênua, não aquela ingenuidade agradável que certas pessoas e personagens carregam, mas uma ingenuidade que irrita o leitor, além disso é alienada, afinal com uma vida como a dela não faltariam questionamentos, e mesmo assim ela apenas segue como se nada tivesse acontecido.
O "príncipe encantado" é outra incógnita que Áurea não quer desvendar, mal se sabe sobre o rapaz e a única coisa que pode-se dizer sobre ele é: suspeito. Sua participação é tão rasa que é impossível se conectar ao personagem e respectivamente ao romance. 
Diferente do conto de fadas original a vilã da história não é um mal que ronda a todos, na verdade é algo que se pergunta a todo instante: Quando ela vai aparecer?! E demora, demora, mas acaba aparecendo para ter seus quinze minutos de fama - na verdade menos, bem menos - e o leitor não tem tempo de odiá-la ou entende-la, do nada ela simplesmente volta a inexistência.
Os tios, que entram para substituírem as fadas, deviam ser aqueles personagens com quem o leitor se apega, afinal a protagonista e narradora ama eles incondicionalmente, mas não acontece, me simpatizei tanto por eles quanto pelo demais personagens, ou seja, nada.
Não vou falar dos demais personagens porque eles seguem o fluxo, sendo dispensável lembra-los.
O conto não evolui como a sociedade, ficamos parados no tempo apenas cobertos de tecnologia, mas a mente das personagens são as mesmas de 1812. Afinal, ninguém atualmente conversaria com um estranho por mensagens sem nem ao menos desconfiar de que algo está errado. Além de não existir mais aquela dependência do "príncipe encantado" que Áurea carrega.
Outro ponto que muito me incomodou foi a forma como a autora trata o leitor, a história é tão explicita que não deixa brecha para o leitor imaginar as cenas, formular teorias ou mesmo concepções, é como se o leitor fosse um incapaz e tudo tivesse de ser mastigado para o mesmo.
Depois de tamanha decepção não consigo ver pontos positivos a não ser a diagramação.




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