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Philip Pullman - A Bussola de Ouro

Título Original: Northern Lights
Editora: Objetiva
ISBN: 0-590-66054-3
Ano: 1995
Páginas: 417
Tradução: Eliana Sabino


“A história é situada em um mundo aonde os seres humanos possuem manifestações físicas da alma, os daemons, e é controlado por uma instituição religiosa cristã chamada Magisterium, que oprime, condena e tenta a todo custo manter a população em um estado de ignorância. A narrativa acompanha a jornada da jovem Lyra Belacqua para o Ártico em busca de seu amigo desaparecido, Roger Parslow. O livro envolve elementos de fantasia, como feiticeiras e ursos-polares falantes, e faz alusão a uma ampla gama de idéias de campos, como a física, filosofia e teologia.”

Este foi um livro que marcou minha infância, não tinha especial expectativa quanto a ele, mas na época, próximo ao lançamento do filme minha mãe me comprou a trilogia, peguei para ler sem muita vontade, mas por falta de outro livro do que por real interesse ( o trailer do filme era quase tão decepcionante quanto o resultado final logo não estava muito impressionado pela serie), porém ao começar a ler eu acabei totalmente imerso no fantástico universo da serie tão próximo e ao mesmo tempo tão distante de minha realidade.

O livro teve três pontos que me prenderam: um universo fantástico muito parecido com o real, mas ainda assim completamente surpreendente, uma protagonista forte a qual faz com que o primeiro livro da série seja o meu preferido e personagens coadjuvantes marcantes que de tão bem trabalhados tem mais vida própria que muitos protagonistas de outros livros.

Graças a presença dos daemons pode-se ter um vislumbre mais detalhado da personalidade das personagens já que eles são a personificação da mesma, pode-se ao longo do livro ver a evolução e a perca da inocência da protagonista (o que irar seguir ocorrendo por toda a série) e o efeito disto sobre o daemon da mesma que serve como sua consciência e contraparte de sua personalidade.


Com um desfecho inusitado que permite o desenvolvimento posterior da história ao longo de mais dois livros o autor já encerra o livro com os leitores cativados por seus personagens e prontos para os acompanhar e torcer por eles, seja qual for o caminho que sigam no decorrer da história que em minha opinião destoa por muito do primeiro volume.

J.k Rowling - Harry Potter e a pedra Filosofal

Título Original: Harry Potter and the Philosopher's Stone 
Editora: Rocco
ISBN: 
85-325-1101-5
Ano: 2007
Páginas: 264
Tradutor: Lia Wyler



Draco dormiens nunquam titillandus


Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrente, num duelo, o cruel Voldemort.
Com inteligência e criatividade, J. K. Rowling criou um clássico de nossos tempos. Uma obra que reúne fantasia e suspense num universo original atraente para crianças, adolescentes e adultos.


Toda noite, antes de se deitar para dormir Harry riscava mais um dia no pedaço de papel que pregara na parede, para contar os dias que faltavam até primeiro de setembro.

Hoje é dia primeiro de Setembro, e resolvi aguardar essa data para postar a resenha de um dos meus livros preferidos: Harry Potter e a Pedra Filosofal.

A primeira vez que li Harry foi quando chegou a biblioteca da escola, de cara ele me atraiu. Desde a capa lúdica, a sinopse, e principalmente o tema: MAGIA, na época tinha menos de dez anos e só de ter a palavra magia em algum lugar ficava fascinada.  
Peguei o livro, li-o e não teve escapatória, foi amor a primeira lida.
O livro me atraiu na época basicamente pela forma lúdica que todo o cenário é exposto. Quando abre as páginas e lê a descrição de Hogwarts, das cenas a personagens é como se você de fato adentrasse naquele mundo, como se tivesse recebido uma carta aos onze anos e a notícia caísse sobre você, a forma como J.K escreve, provoca isso no leitor.
Só para terem uma noção: Quando Harry chegou a plataforma nove e meia, veio logo um frio na barriga, que só coisas novas provocam. O que é fascinante, sentir o livro a tal ponto que seja levado pelas páginas numa viagem ao mundo das personagens é algo que só um bom autor consegue.

Alvo Dumbledore se levantara. Sorria radiante para os estudantes, os braços bem abertos, como se nada no mundo pudesse ter-lhe agradado mais do que vê-los todos reunidos ali.

Através dos anos continuei relendo o livro, a sensação continuou a mesma, mas  amadureci minha visão sobre o ele, Harry Potter deixou de ser apenas lúdico e passou a ser um livro carregado de princípios de valores.
Amizade, bondade, generosidade, amor, esforço... São coisas que aprende a valorizar e a desempenhar o máximo possível, já o desdem, arrogância, preconceitos são coisas que deve evitar ao máximo. Para pessoas mais velhas isso  parece bobo, mas é assim que se cria ética e moral numa pessoa, demonstrando que o 'óbvio' é certo ou errado. J.K coloca isto de forma tão sutil e fluida, como uma mãe.

- Existe todo tipo de coragem - disse Dumbledore sorrindo. - É preciso muita audácia para enfrentarmos nossos inimigos, mas igual audácia para defendermos os nossos amigos.

Não quero estender demais as ideias, porque como já disse, é um dos meus livros preferidos e escreveria centenas de palavras sobre ele sem ao menos perceber, no fim ia virar um livro de bajulação ao livro. O que não é meu objetivo.
Não coloquei frases de críticas, ou classificação em listas porque o nome já se fez e se mantém sólido.
Tenho paixão por essa obra e o conjunto da série, por cada coisa vir a seu tempo, sem pressa alguma. J.K é fantástica, e se precisasse resumir tudo que disse até agora, seria com: Obrigada.


- Eu não devia ter-lhe dito isto! - exclamou.